McGregor
05 Dezembro, 2006 at 11:46 pm 17 comentários
Deixo-vos aqui parte de um trabalho que ainda está a ser realizado mas que achei interessante colocar pela curiosidade da ainda aplicabilidade das concepções seguintes. O autor em questão fala sobre o nível de satisfação ou motivação de funcionários empresariais:
Douglas McGregor, na década de 50, apresenta duas teorias, teorias X e Y, abordagens que reflectem fenómenos históricos, culturais, económicos, tecnológicos e sociais, ainda usados em várias organizações. É evidente a presença destas possibilidades total ou parcialmente nas organizações.
As teorias X e Y mostram a possibilidade de gerir a produtividade humana nas organizações empresariais, assim como, visualizar o comportamento humano dentro das mesmas.
A teoria X representa o controlo existente sobre os recursos humanos da empresa. Segundo esta teoria, o ser humano, em geral, não gosta de trabalhar ou pretende trabalhar o mínimo possível, como tal, a grande parte dos trabalhadores têm que ser coagidos, vigiados e ameaçados com castigos a fim de alcançar os objectivos da empresa. Os empregados evitam responsabilidades, preferem ordens formais sempre que possível, exibem pouca ambição e põem a segurança acima de todos os factores associados ao trabalho.
A teoria Y evidencia o facto de que o desenvolvimento dos recursos humanos é muito mais optimizado e pode ser melhor aproveitado. Conforme esta teoria, quando num ambiente favorável, o trabalho pode ser algo natural e que suscita prazer. O indivíduo, movido pela auto-orientação e pelo auto-controlo, coloca-se ao serviço dos objectivos previstos dentro da empresa. Neste ambiente, um funcionário, quando aliciado com uma recompensa, empenha-se mais na realização da sua tarefa. A seu tempo, o funcionário deixa de estar apenas sob ordens e começa a procurar responsabilidades. Não se deve confundir esta teoria com liberdade excessiva ou falta de controlo, é apenas uma forma diferente de administrar os recursos humanos dentro do ambiente organizacional e muitas delas alcançam grande sucesso.
Para McGregor, se uma empresa adopta as concepções da teoria X, os seus funcionários apresentam-se desmotivados e com atitudes e comportamentos preguiçosos, por outro lado, se optar pela teoria Y, as pessoas vão interagir e apresentar características motivadoras.
Gerentes contemporâneos confrontados com as possibilidades de McGregor, afirmam que a teoria X é aquela utilizada pelos seus chefes para com eles e a teoria Y é aquela que utilizam para com os seus subordinados.
McGregor explica que quando existe desmotivação, acomodação, subutilização, inadaptação e desorientação, os gerentes em vez de admitirem ser os responsáveis por estes fenómenos, atribuem a culpa aos empregados.
Muitas das organizações que obtêm êxito, até a nível internacional, mostram-se influenciadas por fortes traços da teoria Y.
Apesar de muitas empresas se seguirem pelas conjecturas da teoria X revelando um nível baixo de satisfação dos seus colaboradores, é evidente também a presença da teoria Y noutras empresas, nas quais se verificam grandes resultados, maiores níveis de produção, desenvolvimento, e geração de resultados positivos. Em algumas organizações são utilizadas ambas as concepções.
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1.
Oracle | 06 Dezembro, 2006 às 12:28 am
O uso dessa teoria X é uma caracteristica dos paises menos desenvolvidos, e penso que será uma consequência da falta de cultura social por parte dos patrões que pensam que pensam estar numa posição previligiada de manipulação e para coagir os seus funcionários a aceitarem baixos salários, más condições de trabalho, etc…
Mas muitas vezes nem com incentivos os patrões vão lá. Depende muito na predisposição de um “povo” para o trabalho… e Portugal é uma país que parece ser alérgico ao trabalho!
2.
susanacosta | 06 Dezembro, 2006 às 10:26 am
Ao contrário do que possas pensar, as características da teoria X não se aplicam só a países menos desenvolvidos, pelo contrário, é muito vulgar encontrar casos desses em países ditos civilizados e desenvolvidos…
Vendo bem, até pode ser fácil detectar alguns desses aspectos nas empresas portuguesas. Os portugueses evitam sempre responsabilidades, é sempre mais fácil seguirmos ordens, fazermos o que nos mandam para nao termos que pensar mt (falo na 1ª pessoa porque falo de portugueses em geral,não keu seja assim:P).
E além do mais, ao cumprirem ordens, não podem recair responsabilidades sobre os funcionários “obdientes”.
E mesmo a nível universitário, muitos trabalham apenas sob pressão, fazendo tudo na última, desejando que os profs digam exactamente o que fazer para seguirem à risca o que dizem…
É facil encontrarmos ambientes que se apliquem a esta teoria, mas é obvio que para um rendimento e produção aceitáveis, é necessário que sejam notórias as duas teorias.
3.
katiucia | 02 Março, 2007 às 3:16 pm
recebendo conceito…
4.
joaozinho portugal | 16 Agosto, 2007 às 6:57 pm
a teoria x e a teoria y são muito extremistas!!! ou 8 ou 80!! e a vida não é assim! devemos considerar os fatores intermediários!
5.
António Pedro | 22 Setembro, 2007 às 1:12 pm
Só vi este post hoje xD
@oracle:
Como a susana disse, não é característico apenas dos países menos desenvolvidos
E quanto ao povo português, realmente parecemos ter uma predisposição para fazer o menos possível e criticar o mais que pudermos.
@susana:
Focaste um aspecto importante: a Universidade. Toda esta educação para a produtividade começa desde cedo, na escolinha, lol. Desde pequenos que somos estimulados apenas a seguir ordens… o ensino tem tido pouco de inovador e o pensamento original não é encorajado (na maior parte dos casos).
Como tal, só queremos fazer a nossa parte e escapar ao resto. Depois isto continua quando somos adultos e trabalhamos.
A culpa é das empresas (e até do ensino) que apostam numa relação curiosa, onde a automatização e despersonalização do trabalho predominam (muito embora o ensino tenha vindo a mudar, recentemente).
6.
marcelo | 03 Outubro, 2007 às 12:24 pm
o que a teoria x e y de mcgregor acabou influenciando no controle de qualidade das empresas, que essas maneiras de trabalhar
7.
Lincoln | 11 Junho, 2008 às 7:57 pm
Portugueses em geral são preguiçosos..
8.
josué duarte | 22 Junho, 2008 às 4:11 am
Aqui no Brasil, os portugueses que aqui chegaram nos anos 1940 a 1970, sem exceção, assumiram a responsabilidade de se tornarem independentes, trabalharam muito e hoje não dependem mais de emprego: todos têm negócios dos quais vivem muito bem. Isto quer dizer que quando o português quer, ele não é acomodado. Além disso, temos que considerar que hoje a energia não é mais petróleo ou eletricidade, mas as pessoas. Se uma empresa não contar 100% com as pessoas que lá trabalham, ela não é nada.
9.
Andre lima | 06 Outubro, 2008 às 10:02 pm
Por ser duas teorias antagônicas, a melhor maneira da organização lidar com ambas seria a conciliação entre ambas.
10.
Rafaela araùjo | 05 Dezembro, 2008 às 5:38 pm
Essas teorias são apenas um demontrativo de como pode ser o comportamento humano nas organizações.Douglas McGregor contribuiu bastante para o desenvolvimento das demais teorias.Ele foi espetacular ao desenvolvê-las…
11.
Vinícius Cezar | 06 Maio, 2009 às 2:34 pm
Se possível, preciso apresentar a Teoria X e estou tendo algumas dificuldades. Não há muito conteúdo e não queria fazer uma apresentação digamos, “baba”.
12.
susanacosta | 06 Maio, 2009 às 6:18 pm
Olá,
A informação que tenho e que arranjei aquando a publicação do post é a que está divulgada neste blog.
13.
Sulanita | 08 Maio, 2009 às 1:16 pm
McGregor aponta a Teoria Y segundo a qual administrar é um processo de criar oportunidades e liberar potenciais rumo ao autodesenvolvimento das pessoas.
14.
claudia oliveira | 26 Maio, 2009 às 1:13 am
as teorias são boas,mas devemos considerar a cultura de cada empresa, o contexto que sua equipe esta inserida. Olhando sempre a missão e visão da organização, para podemos ter aproveito das teorias x e y.
15.
antonio rio de janeiro | 16 Julho, 2009 às 8:52 pm
Como brasileiro nato e filho de imigrantes portugueses, a idéia que tenho dos meus ancestrais lusitanos está associada a um povo muito, muito trabalhador. Minha referência são eles dois.
16.
Cristiane Aparecida dos Santos Barbosa | 19 Agosto, 2011 às 5:32 pm
Eu trabalhava numa empresa onde o chefe se aproveitava de nossas idéias,e não nos dava a chance de crescer,se aproveitava ganhando o mérito as nossas custas.
Nos manipulavam e controlavam como se fôssemos objetos descartáveis que quando apareciam pessoas com idéias diferentes eles nos deixavam de lado,sabe?
Então hoje enfim,mudei de empresa e tenho a liberdade de expressar minhas idéias e estou crescendo pouco a pouco segundo minhas capacidades.Também adoto a teoria Y para as empresas.;
17.
hilton jose da silva | 20 Fevereiro, 2012 às 5:03 pm
muito bom cara , gostei dessa explicação, abriu muito a minha mente sobre a teoria x e y, isso porque vc falou de maneira categórica e prática, obg, valeu mesmo!!!!!!!!!!