… Cartas do Gervasio ao seu umbigo …

14 Junho, 2007 at 9:17 pm 11 comentários

9724027996.jpgEste é um dos livros que deveria ser obrigatória a leitura a todos os universitários, independentemente, do curso que estão a frequentar.

Analisei este livro no âmbito de um projecto de uma cadeira que frequentei e posso afirmar que é um livro muito fácil de ler e com forte teor didáctico, na medida em que, essencialmente, pode orientar novos caloiros para um novo mundo, estranho ate aí.

O livro fala do mundo universitário, de medos comuns à maior parte dos estudantes universitários e dá forte relevo a um medo predominante entre os mesmos: a praxe.

O livro é o testemunho de um aluno que tem a finalidade de orientar outros nas mesmas situações.

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Entry filed under: Livros.

… Criança com medo de falar … … Bases neurológicas dos comportamentos …

11 comentários Add your own

  • 1. Pedro Pregueiro  |  17 Junho, 2007 às 9:12 pm

    Já li alguns excertos do livro e achei bastante interessante. Ainda não o li porque não calhou, mas irei-te cobrar o empréstimo dele para o ler nas férias! 😀

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  • 2. susanacosta  |  18 Junho, 2007 às 10:18 am

    É só pedir, de certeza que vais gostar de o ler, isso garanto.
    Quando acabarem os exames, esse vai ser o meu “empréstimo de ferias”… 😛

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  • 3. Ale que sei  |  22 Junho, 2007 às 8:34 pm

    Desculpa, Susana, mas discordo. Só os universitários portugueses é que têm de ler esse livro. Ainda não ouvi falar de nenhum outro país no mundo, onde houvessem praxes.
    E elas existem enquanto existe borga nas universidades. Se os estudantes tivessem um prazo rigoroso para acabar o curso, ias ver como eles esqueciam as praxes e ficavam em casa a estudar.
    Bem, já para não mencionar a falta de originalidade, companheirismo, respeito pelos colegas, bom senso dos estudantes mais velhos, que em vez de organizar festas, passeios, actividades desportivas, etc. para os caloiros, passam o ano a humilha-los e a não estudar e a não deixar os outros estudar.

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  • 4. susanacosta  |  22 Junho, 2007 às 8:45 pm

    Eu discordo de ti, as praxes nem sempre é significado de irresponsabilidade ou “maus tratos” com os caloiros. E também não é significado de não os deixar estudar. Por exemplo, no meu curso, as praxes acabaram praticamente no inicio do 1º mês, já sabiam que teríamos todos (“doutores” e caloiros) muito trabalho pela frente.
    E concordo que a praxe é uma forma de integração e de se conhecerem todos os caloiros entre si (reparei bem este ano, por ter mudado de curso).
    Portanto, defendo a praxe enquanto forma de integração e convívio, mas claro que não concordo quando vão muito mais além…
    Principalmente para estudantes que vêm de fora e moram sós, isso é uma forma de os manter integrados, de conhecerem novas pessoas e principalmente de os manter ocupados e não solitários e presos nas saudades de casa.

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  • 5. António Pedro  |  28 Junho, 2007 às 6:40 pm

    @susana:
    Tenho que concordar com o Alé, porQue ele Sabe. (LOL)
    Agora a sério. As praxes cá em Portugal são uma miséria… É tudo muito giro quando se fala em convívio, companheirismo, e tudo o que os tão famosos “doutores” apregoam quando são confrontados…
    Mas será que é mesmo isso que se passa, Susana?
    Digo-te, pela experiência que tive, a maior parte dos “Drs” são meia dúzia de tipos frustrados, que foram praxados no passado e agora querem “vingar-se”. Ou então são gente que não tem mais nada para fazer, e lá sofrem os caloiros.

    Convívio? Claro! Eu quero conviver com os meus colegas… Mas não ao ponto de ser obrigado a fazê-lo, sob pena de “não ter acesso aos eventos da AAUM” como alguns parvos ameaçam.

    Há muitos aninhos que a praxe já perdeu o sentido Susana; agora é só um bando de tipos mal encarados, com a grande maioria a caminho da cirrose, que vão para a Universidade fazer 3 coisas: humilhar os caloiros, reprovar de ano, e gastar dinheiro nas propinas.

    Eu sei que tu não concordas que se vá “além de um certo ponto”, mas lembra-te que se vai sempre além disso. “A praxe não é para humilhar, é para integrar!”.. “a praxe não pode ter agressão física!”
    Pois bem, até parece que nunca houve agressão física numa praxe. E quanto à primeira frase, gostava de saber quem foi o hipócrita… “não é para humilhar”?? Digam-me um sítio onde os caloiros não sejam humilhados durante a praxe lol..

    Eu seria a favor da praxe se esta não fosse o que é. Sendo o que é, acho incrível como ainda subsiste…

    Responder
  • 6. susanacosta  |  28 Junho, 2007 às 7:54 pm

    Eu não digo que a tua ou outras experiências de “caloiros” façam com que não concordem com a praxe ou até mesmo a reprovem completamente. O que eu acho é que não podem generalizar “à praxe”, a todas as praxes.
    Como disse em cima, a minha praxe foi muito boa, compreendiam-nos, estavam sempre prontas a ajudar-nos nos estudos, durou pouco tempo e não deixou marcas. E também neste ano no curso de psicologia diziam o mesmo. Por isso não concordo quando dizem que a praxe não é positiva, que não deixa os caloiros estudarem, etc, depende sempre do curso e de quem praxa, não da praxe em si!!

    Responder
  • 7. António Pedro  |  28 Junho, 2007 às 8:33 pm

    Susana, eu não estou a generalizar… Olhar a praxe de fora é, na maior parte dos casos, de rir. As pessoas passam certas humilhações que nos deixam boquiabertos.

    Existem, no entanto, algumas excepções, como pode ter acontecido contigo.. Digo-te: a praxe só não deixa marcas a quem concorda com tudo o que lá se faz. Levanta a voz contra a praxe, ao mínimo distúrbio que causes, ao mais pequeno desvio que faças da “rotina praxista”, tens o pessoal em cima de ti.
    Se isso não te aconteceu, é porque tinhas uma turma grande, ou então tiveste muita sorte com quem te praxou. Não chegaste a queixar-te das doutoras do ano passado?

    Dizias que depende do curso e de quem praxa. Bem, na sua grande maioria, todos os cursos praxam bastante, e os doutores não costumam diferir muito na sua mentalidade… Diz-me, vês assim tantos doutores a falar abertamente com caloiros acerca de aderir à praxe para inclusão social, sem pressão? lol
    Os caloiros são forçados a incluir-se, e se por alguma razão não puderem fazer isso, são excluídos à força, havendo, claro está, alguns estúpidos que tentam ameaçar os caloiros de os declarar anti-praxe contra a vontade deles. Isto aconteceu-me, e pelo que ouço por aí, não é assim tão raro.

    O espírito da praxe? De certeza que toda a gente sabe responder… mas será que praticam o que dizem?

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  • 8. susanacosta  |  28 Junho, 2007 às 8:43 pm

    Não adianta continuar esta conversa, tu es definitivamente contra a praxe, tens os teus motivos como muitos terão, mas também muita gente não é se calhar por não ter motivos como eu, e reconheço que vi muitas praxes mais “excêntricas”… No entanto eu não tive que passar por isso nem tão pouco fui obrigada a passar por nenhuma situação mais constrangedora…
    Cada um tem a sua opinião, não adianta a tentarmos mudar…
    Jocas 😛

    Responder
  • 9. António Pedro  |  28 Junho, 2007 às 8:50 pm

    O teu erro é assumires que eu sou contra a praxe 🙂 Não sabes, até poderei ser mais apoiante da praxe que tu, lol… e defendo-a, mas não como ela é aplicada hoje em dia. Eu sou contra a forma como ela está *agora*

    E se não passaste por nada de mais constrangedor, tens que pensar que há muita gente que passa… também não podes generalizar aquilo que tu passaste para toda a praxe, não é? 😉

    E aqui ninguém impinge opiniões, apenas se expõem e discutem as mesmas 😉

    bjitos *****

    Responder
  • 10. susanacosta  |  29 Junho, 2007 às 12:11 pm

    Eu sei que há más praxes, como também sei que há praxes que os caloiros gostam, e que têm o espírito académico e tal…
    Eu só defendo que cada praxe é uma praxe, e que não se deve ser principalmente contra à mesma tendo em conta apenas a a própria praxe. Nem todas sao mas.
    Eu não digo que és contra as praxes, só digo que não podes ou não deves generalizar como fizeste em cima ao dizer que os “doutores” não deixam estudar, que não se preocupam com os caloiros, etc…
    E também nem todos os “doutores” estão lá pra humilhar os caloiros, reprovar de ano ou gastar dinheiro nas propinas como disseste em cima. Pro ano sou uma “doutora” e não vou ser de certeza assim nem muitos que eu conheço, como tu se vieres a praxar… 😛

    Responder
  • 11. António Pedro  |  29 Junho, 2007 às 9:15 pm

    Como eu disse, há sempre excepções… mas nem toda a gente é boa pessoa como tu 😉

    E já agora, eu não tenciono praxar… tenciono pegar com quem praxa 😀

    Responder

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